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Alma fatigada - ZaunköniG - 13.05.2010 Alma fatigada Nem dormir nem morrer na fria Eternidade! Mas repousar um pouco e repousar um tanto, Os olhos enxugar das convulsões do pranto, Enxugar e sentir a ideal serenidade. A graça do consolo e da tranqüilidade De um céu de carinhoso e perfumado encanto, Mas sem nenhum carnal e mórbido quebranto, Sem o tédio senil da vã perpetuidade. Um sonho lirial d'estrelas desoladas Onde as almas febris, exaustas, fatigadas Possam se recordar e repousar tranqüilas! Um descanso de Amor, de celestes miragens, Onde eu goze outra luz de místicas paisagens E nunca mais pressinta o remexer de argilas! |